O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta segunda-feira (13), o pedido de liberdade para a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), presa na Operação Joias da Coroa, um desdobramento da Operação Faroeste.

A desembargadora foi presa em 29 de novembro do ano passado, investigada por supostamente integrar uma quadrilha que atuava com venda de decisões judiciais. Durante as investigações, a Polícia Federal encontrou no quarto de Maria do Socorro cerca de R$ 100 mil em espécie, sendo que, do total, foram encontrados R$ 56,5 mil, 9 mil euros e 200 dólares.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) apontou que o padrão de vida da desembargadora “com muitos adornos, aparentando joias, dinheiro em espécie de grande monta, obras de arte, bolsas, é acima do que seria esperado para uma servidora pública”.

Além de muitas joias, a desembargadora tinha várias obras de arte. Em seu gabinete no TJ-BA, foram apreendidos sete canhotos de talões de cheques do Banco Bradesco, referentes a pagamentos aos artistas plásticos Tatti Moreno e Sérgio Amorim, e peças assinadas por Sergio Amorim e Bel Borba.

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