O secretário municipal de Salvador, Léo Prates, comentou a necessidade de restringir as medidas contra circulação de pessoas e abertura do comércio na cidade e no estado diante da pandemia de coronavírus. Em entrevista à Rádio Metrópole hoje (8), durante o Jornal da Bahia no Ar, ele declarou que, caso seja necessário, o poder público fará um "lockdown" para evitar que o sistema público de saúde entre em colapso, que seria o fechamento completo de todas as atividades na cidade.

Segundo Prates, onze pessoas estão internadas em estado grave no sistema público de saúde da capital. Dos 462 casos registrados na Bahia, 268 são em Salvador, que já contabilizou também dez mortos. "Essa história de vírus de rico não existe. É um vírus respiratório que não escolhe classe social. Prefeitura e governo não fizeram 'lockdown' completo. Mas se chegarmos a um colapso, como Amazonas e Sâo Paulo, faremos um lockdown. Os impactos serão maiores, mas o objetivo é salvar vidas", declarou o secretário.

Léo Prates declarou ainda a necessidade de se combater a propagação do Aedes Aegypti, mosquito que é vetor de doenças como dengue, zika, febre amarela e chikungunya. De acordo com o secretário, a pandemia é "o maior desafio que a humanidade já enfrentou".

"O sistema de Saúde não aguenta dois surtos ao mesmo tempo. Intensificamos nossas ações. Temos feito nossa parte com a Limpurb, mas 90% dos focos do aedes aegypti estão nas casas. As pessoas sabem combater o Aedes Aegypti. Pedimos que a população, pelo amor de Deus, combata esse mosquito. Não podemos, por um lado, cobrir o sistema público com isolamento diante do coronavírus e ter um surto de zika e chingugunya. Não adianta todo esse esforço se o sistema público entrar em colapso", afirmou.

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